Covid leva publicidade a mergulhar em redes sociais e plataformas

A pandemia, que obriga as pessoas a manter distância física entre si por meses a fio, está criando um novo ciclo de comportamento na sociedade. Isso vai levar o mercado publicitário a finalmente mergulhar na linguagem dos meios remotos de comunicação, como redes sociais e plataformas de tecnologia.

Essa é a avaliação de Hugo Rodrigues, presidente-executivo da agência publicitária WMcCann e eleito mais de uma vez profissional de marketing mais admirado pelos colegas de profissão e anunciantes. Rodrigues participou na sexta-feira da Live do Valor, sessão de entrevistas transmitidas ao vivo nos principais canais do jornal.

“O ciclo comportamental de todos nós foi alterado e, óbvio, as marcas e as plataformas vão ter que se adequar. A publicidade existe para saciar os anseios humanos e eles vão vir pelos meios mais remotos, com o uso de tecnologia”, diz o executivo. 

 Para Rodrigues, as grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Facebook, Google e Tik Tok estão se consolidando como as principais plataformas de comunicação com o consumidor. E não à toa, grandes empresas de comunicação mais tradicionais, como canais de TV aberta e paga, se movimentam para se adaptar. 

 A crise gerada pela pandemia também levou à redução de investimento das empresas. A WMcCann mudou sua perspectiva de ligeiro crescimento em 2020 para uma queda de 40%, o que exigiu adaptações. Além do trabalho remoto, a agência reduziu em 25% o salário da presidência, 15% da vice-presidência e 10% da diretoria. 

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/01/18/covid-leva-publicidade-a-mergulhar-em-redes-sociais-e-plataformas.ghtml

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