Para EUA fase ofensiva da guerra contra o Irã terminou e foco será Estreito de Ormuz

O secretário de Estado dos Estados UnidosMarco Rubio, afirmou nesta terça-feira, 5, que a principal operação militar dos EUA contra o Irã terminou, mas não chega a dizer que o conflito acabou ou que não pode ser reiniciado. Segundo ele, o foco agora será a nova operação para guiar os navios através do Estreito de Ormuz.

“A operação [Fúria Épica] está encerrada conforme o presidente informou ao Congresso. Concluímos essa fase”, disse Rubio a jornalistas na Casa Branca. O governo de Donald Trump tinha 60 dias, após o início das hostilidades, para informar ao Congresso sobre a guerra, iniciada sem solicitar autorização prévia.

Trump havia declarado que a entrada em vigor do cessar-fogo, em 8 de abril, colocava fim às hostilidades. Essa declaração foi uma manobra para evitar que ele tivesse que prestar os esclarecimentos ao Congresso. De acordo com Rubio, a operação Fúria Épica – que desencadeou a guerra em 28 de fevereiro – dá lugar agora ao Projeto Liberdade.

O Projeto Liberdade foi anunciado por Trump no domingo, 3, como uma operação para guiar navios que estejam retidos no Estreito de Ormuz. Oficiais americanos esclareceu que não se trata de uma escolta às embarcações.

“Esta não é uma operação ofensiva; é uma operação defensiva”, disse Rubio. “E isso significa algo muito simples: não se dispara a menos que disparem contra nós primeiro”, explicou.

“Não estamos torcendo para que essa situação se agrave”, disse ele. “Preferimos o caminho da paz.” Para que isso aconteça, Rubio afirmou que o Irã precisa concordar com as exigências de Trump sobre seu programa nuclear e reabrir o Estreito de Ormuz.

Rubio afirmou que os Estados Unidos “alcançaram os objetivos” dessa etapa ofensiva. “Esses caras enfrentam uma destruição real e catastrófica de sua economia”, disse, acrescentando que Trump ainda preferia um acordo negociado com o Irã.

A guerra, que já dura três meses, encontra-se em um cessar-fogo instável, e o tráfego marítimo no estreito é um dos principais pontos de discórdia. O Irã, cujos drones e mísseis representam uma ameaça tanto para a navegação quanto para os países vizinhos, tem alertado repetidamente que as embarcações só podem atravessar o estreito com sua permissão.

Ao mesmo tempo, um bloqueio dos EUA impede que navios iranianos cruzem a fronteira marítima.

O tráfego comercial está praticamente paralisado, apesar das promessas americanas de proteger os navios. Duas embarcações comerciais cruzaram o estreito sob proteção militar dos EUA na segunda-feira e apenas uma na terça-feira — um número irrisório comparado ao período anterior à guerra, quando cerca de 130 navios por dia faziam a travessia.

Na terça-feira, os Estados Unidos e o Irã fizeram reivindicações concorrentes sobre o controle do estreito, que permanece efetivamente fechado. E um aliado americano, os Emirados Árabes Unidos, afirmou ter sido alvo de ataques com mísseis e drones iranianos pelo segundo dia consecutivo.

Rubio também afirmou que não concorda com a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige que o presidente notifique o Congresso em até 48 horas quando envia tropas e solicite autorização após 60 dias. “Essa lei é inconstitucional. Ainda assim, cumprimos alguns de seus elementos para manter boas relações com o Congresso”, declarou./ AFP, AP e NYT

https://www.estadao.com.br/internacional/marco-rubio-afirma-fase-ofensiva-guerra-contra-ira-esta-encerrada-npr

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