Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo uma autoridade americana ouvida por jornalistas neste domingo, 24.
De acordo com a fonte, o entendimento prevê também o compromisso do Irã de descartar seu estoque de urânio altamente enriquecido. O acordo, no entanto, ainda não foi formalizado e segue sujeito à aprovação final do presidente dos EUA, Donald Trump, e do líder supremo iraniano, o que pode levar alguns dias.
Até o momento, autoridades iranianas e a mídia estatal não comentaram publicamente os termos do possível acordo. Nas últimas 24 horas, representantes dos dois países apresentaram versões divergentes sobre o conteúdo das negociações.
Discussão sobre urânio do Irã continua
Segundo a autoridade americana, o mecanismo para o descarte do urânio ainda está em discussão. Trump tem defendido que os Estados Unidos assumam o controle desse material como parte de sua estratégia para limitar o programa nuclear iraniano.
Em publicação nas redes sociais neste domingo, o presidente americano afirmou que orientou seus negociadores a não se apressarem para fechar um acordo, após ter dito no dia anterior que um entendimento preliminar já estava “amplamente negociado”.
Caso o acordo seja certificado, os Estados Unidos poderão suspender o bloqueio a portos iranianos, medida usada para pressionar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas disseram no sábado, 23, que um eventual acordo trataria inicialmente de um memorando, com as questões nucleares sendo negociadas em um prazo de 30 a 60 dias.
Tanto representantes americanos quanto iranianos indicam que um eventual entendimento inicial serviria como base para negociações posteriores, e não como um acordo definitivo.
De acordo com a autoridade americana, o possível acordo não aborda o programa de mísseis do Irã nem prevê, neste momento, uma moratória sobre o enriquecimento de urânio. Esses temas devem ser tratados em fases futuras das negociações.
Para Trump, um acordo com o Irã pode representar uma saída para o conflito iniciado no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o país. A guerra já deixou milhares de mortos, abalou os mercados globais de energia e enfrenta resistência dentro dos próprios Estados Unidos.
