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Candidato da oposição conquista assembleia de Moscou com ajuda de votos de militares

Um candidato da oposição russa ganhou uma rara cadeira no Legislativo de Moscou com a ajuda de alguns votos do Exército, mostraram dados da eleição, sugerindo que o descontentamento com a queda nos padrões de vida pode ter atingido alguns setores das Forças Armadas.
Sergei Mitrokhin conquistou sua cadeira na eleição de domingo ao triunfar parcialmente em duas das quatro seções eleitorais próximas à principal sede do Exército russo, que receberam famílias de militares em massa, segundo dados da Reuters.
Mitrokhin, que representa o partido Yabloko, de oposição, havia participado de uma onda de protestos contra a exclusão de outros candidatos da oposição nas semanas que antecederam a eleição.
Ele conquistou 39% e 32% dos votos, mais do outros candidatos, nas seções próximas ao Ministério da Defesa em Moscou, onde aproximadamente 1.140 militares e seus familiares votaram, segundo autoridades eleitorais. No geral, Mitrokhin conquistou mais de 50% dos votos registrados na área.
O sistema eleitoral da Rússia permite que militares e suas famílias sejam registrados para votar nas instalações do Ministério da Defesa apesar de residirem em outras vizinhanças ou até mesmo fora da capital.
Esses votos ajudaram candidatos a favor do Kremlin a conquistar a vitória em eleições anteriores na região central de Moscou, mesmo com forte presença da oposição.
Durante a votação de domingo, Mitrokhin, que inicialmente fora impedido pela comissão eleitoral local de concorrer, disse à Reuters que pensava que a pressão para que soldados votassem nas seções poderia afetar suas chances de ganhar um assento no Legislativo de Moscou.
Quando pediram nesta terça-feira para explicar sua eleição apesar dos votos militares, ele disse: “Não sei o que aconteceu.”
Ao menos seis soldados russos disseram à Reuters durante a votação de domingo que foram coagidos por seus superiores a votar. Algumas das fontes também alegaram receber pedidos de evidências fotográficas que comprovassem quem haviam apoiado.
O partido governista Rússia Unida perdeu um terço de seus assentos na assembleia de Moscou, mas ainda assim manteve a maioria.

https://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN1VV2VH-OBRWD

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