A Nvidia finalmente alcançou uma nova máxima histórica. Agora, a principal questão que se coloca para o mercado é quanto tempo a fabricante de semicondutores levará para se consolidar como a primeira companhia na história a atingir um valor de mercado de US$ 6 trilhões.
As ações encerrarem a sessão de segunda-feira em alta de 2,1%, a US$ 238,90, seu primeiro fechamento recorde desde maio, levando seu valor de mercado para próximo de US$ 5,76 trilhões. Ontem (6) fecharam o pregão em US$ 239,24, com alta de 14%, valendo US$ 5,77 trilhões.
O próximo marco histórico está ao alcance. Pelos cálculos da Dow Jones Market Data, a Nvidia precisará ultrapassar os US$ 248,96 para alcançar o valor de US$ 6 trilhões, assumindo que a quantidade atual de ações em circulação permaneça estável. O patamar exato, contudo, pode oscilar, uma vez que a empresa conduz o maior programa de recompra de ações já registrado.
A expectativa de alcançar essa marca é compartilhada pelo analista Karl Ackerman, da divisão do BNP Paribas. Em relatório, Ackerman elevou o preço-alvo das ações da Nvidia de US$ 285 para US$ 345, apontando para a expansão acelerada dos agentes de inteligência artificial, que demandarão volumes adicionais de hardware. “O portfólio em expansão de hardware de IA em escala de rack da Nvidia, associado às suas amplas bibliotecas de software CUDA, é incomparável e torna-se indiscutivelmente ainda mais relevante com a ascensão da IA agêntica”, destacou Ackerman.
Na leitura do analista, a Nvidia não precisa alterar significativamente suas estratégias atuais para preservar o domínio no mercado de processadores gráficos voltados à tecnologia. Ele projeta que acompanhia capturará mais de três quartos de todo o mercado de capacidade computacional em termos monetários. “A Nvidia é a fabricante de semicondutores mais rentável do setor”, disse o analista do BNP Paribas.
