China ordena reversão da aquisição de startup de IA pela Meta

O governo chinês afirmou na segunda-feira (27) que exigirá a reversão da aquisição da Manus pela Meta, uma empresa de inteligência artificial sediada em Singapura com fundadores chineses, em uma medida que pode desencorajar outros empreendedores chineses a buscar parcerias com empresas estrangeiras.

Autoridades chinesas haviam dito em janeiro que estavam investigando se a aquisição da Manus pela Meta, realizada em dezembro, violava as regras do país sobre investimento estrangeiro. Elas também estavam avaliando se o acordo violava as exigências da China de que empresas obtenham aprovação para a exportação de certas tecnologias.

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, um ministério de alto escalão que supervisiona o planejamento econômico e desempenha papel central na definição da política de IA da China, afirmou na segunda-feira que decidiu proibir o investimento estrangeiro na Manus e instruiu as partes envolvidas a desfazer a aquisição.

Não está claro como tal transação seria revertida. A Meta descreveu as duas equipes como “profundamente integradas”. Membros da equipe da Manus têm trabalhado ao lado de colegas da Meta no escritório da empresa em Singapura, segundo duas pessoas familiarizadas com a operação que não estavam autorizadas a falar publicamente.

O governo chinês emitiu sua decisão poucas semanas antes de uma reunião planejada entre o presidente Donald Trump e o líder da China, Xi Jinping.

O New York Times reportou no mês passado que autoridades da agência chinesa haviam convocado executivos da Meta e da Manus para expressar preocupações sobre o acordo, e que executivos da Manus foram impedidos de deixar a China, como parte de um aparente esforço para desencorajar executivos chineses de IA a transferir negócios para o exterior.

À medida que empresas na China e nos Estados Unidos correm para desenvolver IA de ponta, a fiscalização pode dificultar que outras empresas chinesas atraiam financiamento de investidores estrangeiros. Também pode sinalizar a outros pesquisadores chineses para não seguirem o caminho que a Manus tomou, no qual executivos chineses registram empresas fora da China para contornar regulamentações tanto de Washington quanto de Pequim.

A Manus é sediada em Singapura, mas foi fundada por engenheiros chineses e tinha uma empresa controladora chinesa. A empresa foi constituída no exterior e estabelecida na China como uma entidade de propriedade estrangeira; possui escritórios afiliados em Pequim e Wuhan, na China.

A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A empresa havia afirmado anteriormente que a transação cumpriu integralmente a legislação aplicável.

Deixe um comentário