O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira, 9, que, junto a seus parceiros, planeja uma futura missão “puramente defensiva” para reabrir o Estreito de Ormuz e escoltar navios “após a fase mais volátil do conflito” no Oriente Médio, com o objetivo de garantir o fluxo de petróleo e gás.
Durante visita a Chipre, Macron anunciou que a França mobilizará oito fragatas e dois porta-helicópteros para o Mediterrâneo Oriental, Mar Vermelho e Estreito de Ormuz, a fim de reforçar a defesa contra ataques iranianos e assegurar o fluxo contínuo de energia.
O porta-aviões francês Charles de Gaulle já está em operação no Mediterrâneo, e uma fragata francesa chegou a Chipre na semana passada, após a ilha mediterrânea ter sido atingida por um drone pouco depois do início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
“Esta mobilização da nossa Marinha é sem precedentes”, afirmou Macron em entrevista coletiva na base aérea de Pafos, ao lado do presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, e do primeiro-ministro da Grécia, Kyriákos Mitsotákis.
Macron também enfatizou que “quando Chipre é atacado, é a Europa que é atacada”. “A defesa de Chipre é obviamente uma questão crucial para o seu país, para o vizinho, parceiro e amigo, a Grécia, mas também para a França e, com ela, para a União Europeia”, acrescentou.
