NY Times; Na reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski e outros líderes europeus, realizada nesta segunda-feira, 18, em Washington, houve discussões frequentes sobre “garantias de segurança” para que a Rússia não invada novamente a Ucrânia.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer falou sobre a criação de uma força, formada por uma “coalião de voluntários”, que ficaria estacionada na Ucrânia após um cessar-fogo ou acordo de paz. Mas ninguém detalhou publicamente como seria esse Exército.
E a aparência importa, dizem autoridades militares.
Um conceito é uma “força de manutenção da paz” completa, presumivelmente armada, que complementaria as Forças Armadas ucranianas. Ela seria implementada apenas para fins defensivos, mas a ideia seria dissuadir a Rússia, fazendo com que o Kremlin pensasse seriamente antes de entrar em conflito com soldados de países membros da Otan.
O problema é que, para ser uma dissuasão confiável, isso exigiria milhares de soldados.
Uma segunda possibilidade é uma força “armadilha” — bem menor. Não seria capaz de montar uma defesa sólida, mas a teoria é que os russos hesitariam em arriscar matar europeus não ucranianos em qualquer tentativa de invasão retomada.
Essa, no entanto, é uma teoria não testada — e uma grande aposta.
Uma terceira possibilidade seria criar uma “força de observação”. Poderia ser pequena, com algumas centenas de soldados. Eles estariam lá essencialmente para reportar uma ação militar iminente. Mas essa função poderia ser cumprida com satélites e câmeras terrestres, e a força não seria grande o suficiente para montar qualquer tipo de defesa.
Trump não se comprometeu a adicionar tropas americanas a essa mistura, independentemente da forma que assuma. E a decisão sobre como seria a força provavelmente dependerá de como será um cessar-fogo ou um acordo de paz — se as negociações chegarem a esse ponto./ NYT
