O presidente da França, Emmanuel Macron, fez um apelo ao presidente chinês, Xi Jinping, para que ajude a acabar com a guerra na Ucrânia e a corrigir os desequilíbrios comerciais, embora seu anfitrião tenha rejeitado qualquer responsabilidade no conflito entre Kiev e Moscou.
O francês está em Pequim para a quarta visita de Estado à China desde que foi eleito presidente em 2017.
Durante o encontro Xi expressou seu desejo de que as relações econômicas bilaterais se desenvolvam de maneira equilibrada e, com reservas, sua vontade de paz na Ucrânia.
“A China apoia todos os esforços pela paz e continuará desempenhando um papel construtivo para encontrar uma solução para a crise”, afirmou o presidente chinês.
“Ao mesmo tempo, opõe-se de modo veemente a qualquer tentativa irresponsável de culpar ou difamar alguém”, acrescentou, apesar de Macron não ter expressado publicamente nenhuma queixa.
Em uma entrevista coletiva conjunta, o presidente francês disse ter “conversado longa e profundamente” com o homólogo chinês sobre a situação na Ucrânia, “uma ameaça vital para a segurança europeia”.
“Espero que a China se una ao nosso apelo e aos nossos esforços para alcançar, no mínimo, um cessar-fogo o mais rápido possível”, afirmou.
Macron já havia qualificado a cooperação com a China como “decisiva” para o conflito russo-ucraniano, que começou em fevereiro de 2022.
Ele reconheceu de maneira genérica que existem “divergências” entre os países, mas disse que tem a “responsabilidade de superá-las, de encontrar mecanismos de cooperação e de resolução de conflitos para alcançar um multilateralismo eficaz no qual acreditamos”
O presidente chinês, acompanhado de sua esposa Peng Liyuan, recebeu Macron e a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, no monumental Grande Salão do Povo, cenário dos congressos do Partido Comunista Chinês.
Os presidentes ouviram os hinos nacionais e passaram a guarda em revista, antes de uma saudação de um grupo de crianças. /AFP
