O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos reduzirão “drasticamente” o número de soldados americanos na Alemanha, após o anúncio, na véspera, sobre a retirada de 5 mil militares em até um ano.
“Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais que 5.000”, afirmou o mandatário republicano à imprensa em West Palm Beach, Flórida.
No final de 2025, 36.436 militares americanos estavam sem serviço ativo no país europeu.
A decisão dos EUA ocorre em meio a divergências públicas sobre a guerra no Irã entre o presidente americano Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou em um comunicado que a “decisão segue uma revisão completa da presença militar do Departamento na Europa e leva em consideração as necessidades e condições no terreno”.
Neste sábado, depois do anúncio do Pentágono, a Alemanha e a Otan defenderam o reforço da autonomia de defesa da Europa.
À AFP, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que a presença americana na Alemanha “interessa” às duas partes, já que essas tropas servem para a “dissuasão coletiva” diante da percepção de ameaça da Rússia.
O ministro também destacou que os Estados Unidos utilizam suas bases militares na Alemanha para defender “seus interesses em matéria de política de segurança na África e no Oriente Médio”, incluindo o Irã.
Da mesma forma, e em sintonia com a exigência da administração Trump de que a Europa faça mais por sua própria defesa, o ministro lembrou que a Alemanha está fortalecendo seu Exército, após décadas de subfinanciamento.
