A Walt Disney Co. está aumentando o preço de seus pacotes de “streaming” a partir do próximo mês, em um esforço para extrair mais lucro das plataformas enquanto lida com uma controvérsia em seus programas noturnos.
As mudanças, detalhadas em uma série de tabelas em um site da Disney, aplicam-se ao seu produto de “streaming” independente e a vários pacotes premium, com e sem anúncios, e entram em vigor em 21 de outubro.
Por exemplo, o produto de “streaming” atual do Disney+, que dá aos assinantes acesso a filmes, séries e produções originais da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic e outros programas, terá um aumento de 20%, passando de US$ 9,99 para US$ 11,99 por mês, com anúncios, nos Estados Unidos.
O Disney+ Premium, que é sem anúncios, subirá 19%, para US$ 18,99 por mês, ou US$ 189,99 por ano. O preço atual é de US$ 15,99, ou US$ 159,99 por ano. O pacote do Disney+ com os filmes e séries sob demanda do Hulu aumentará de US$ 10,99 para US$ 12,99 por mês, com anúncios, ou para US$ 19,99 por mês, sem anúncios.
As medidas coincidem com uma controvérsia sobre o programa de televisão noturno da ABC, de propriedade da Disney, “Jimmy Kimmel Live!”, que voltou ao ar na terça-feira (23), após uma suspensão de uma Semana.
A Disney suspendeu o programa sob pressão do governo Trump e do presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), Brendan Carr, devido a comentários do apresentador Jimmy Kimmel sobre o ativista conservador assassinado Charlie Kirk. A suspensão gerou um clamor sobre a liberdade de expressão e levou espectadores irritados a cancelar suas assinaturas do Disney+ e a lançar boicotes aos programas, cruzeiros e parques temáticos da Disney.
Ross Benes, analista sênior de TV e streaming da eMarketer, disse que, embora os aumentos de preços sejam planejados com meses de antecedência, o momento deste anúncio “não é ideal, quando muitos clientes já estão frustrados com a Disney por sua capitulação ao presidente e seus aliados”.
Os proprietários de emissoras, Nexstar e Sinclair, que possuem dezenas de estações de televisão locais da ABC, não exibirão o programa de Kimmel, substituindo-o por outra programação.
Isso deixa os espectadores desses mercados de fora, que agora precisam acessar o programa de Kimmel por uma plataforma de streaming se quiserem assistir.
Benes disse que os consumidores podem esperar mais aumentos de preços de assinaturas em geral, à medida que as empresas de mídia que possuem serviços de streaming “tentam torná-los mais lucrativos”, acrescentando que “alguns dólares por aumento não parecem muito inicialmente, mas se acumulam com o tempo”.
Este é o quarto aumento de preço da Disney desde o lançamento da plataforma de streaming. A empresa já havia aumentado os preços em 2021, 2023 e 2024, disse Benes.
Com certeza, a Disney não é a única empresa a aumentar seus preços de streaming. A Apple notificou os assinantes no início deste mês que suas assinaturas do Apple+ também estão aumentando, de US$ 9,99 para US$ 12,99 por mês a partir de 5 de outubro. “Sua assinatura serárenovada automaticamente por US$ 12,00 por mês a partir de 5 de outubro, a menos que você cancele pelo menos um dia antes”, disse a Apple aos assinantes em um e-mail.
O plano superior da Apple, o Apple One, que agrupa até cinco outros serviços da Apple em seu plano de assinatura mensal e inclui o Apple TV+, custa a partir de US$ 19,95 por mês.
O Hulu+ Live TV, da Disney, subirá de US$ 82,99 para US$ 89,99 por mês. O Live TV avulso passará de US$ 81,99 para US$ 88,99.
Os assinantes do nível premium da Disney também verão aumentos a partir do próximo mês: O pacote Disney+, Hulu e ESPN Select aumentará de US$ 16,99 para US$ 19,99 por mês, com anúncios. O pacote sem anúncios custará US$ 29,99 por mês, acima dos US$ 26,99 atuais.
