A demanda dos centros de dados por chips de inteligência artificial (IA) levou a receita da Nvidia a superar a marca de US$ 200 bilhões em receita no ano fiscal de 2026. O resultado anual de US$ 215,9 bilhões representou um crescimento de 65% nas vendas, de acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (25).
A companhia de maior valor de mercado do mundo, com US$ 4,8 trilhões, informou que no quarto trimestre fiscal de 2026, encerrado em 25 de janeiro, registrou lucro de US$ 42,96 bilhões, representando uma alta anual de 94%.
O lucro por ação ajustado ficou em US$ 1,62, mostrando um crescimento de 82% em base anual. A receita atingiu o recorde de US$ 68,13 bilhões, avanço de 73% ante o mesmo período do ano passado.
Os resultados superaram as projeções de analistas consultados pela FactSet que esperavam que a Nvidia registrasse lucro ajustado de US$ 1,54 por ação, e vendas de US$ 66,13 bilhões em seu quarto trimestre fiscal. A projeção dos analistas para o ano, de US$ 213,3 bilhões, também foi superada.
“A demanda por computação está crescendo exponencialmente – o ponto de inflexão da IA agêntica chegou”, disse o fundador e executivo chefe (CEO) da Nvidia, Jensen Huang, em comunicado sobre o balanço. “A adoção de agentes [de IA] pelas empresas está disparando”, , completou o CEO.
As vendas para centros de dados representaram 91,5% da receita total da companhia, alcançando US$ 62,3 bilhões no quarto trimestre, alta de 75% em base anual.
“Começamos o ano muito acelerados, ainda sem considerar vendas para a China”, disse o diretor da divisão de negócios da Nvidia para América Latina, Marcio Aguiar, ao Valor. A participação da região na receita global da empresa se manteve entre 4% e 5% no ano fiscal. Na região, a receita da Nvidia está mais distribuída. Além dos centros de dados, a Nvidia observa aumento de vendas para infraestruturas instaladas dentro das organizações (modelo ‘on premisses’) bem como o avanço de máquinas mais robustas, as estações de trabalho, para projetos que exigem processamento pesado de imagens como em projetos de engenharia, da indústria audiovisual e de saúde.
“Começamos o ano muito acelerados, ainda sem considerar vendas para a China”, disse o diretor da divisão de negócios da Nvidia para América Latina, Marcio Aguiar, ao Valor. A participação da região na receita global da empresa se manteve entre 4% e 5% no ano fiscal. Na região, a receita da Nvidia está mais distribuída. Além dos centros de dados, a Nvidia observa aumento de vendas para infraestruturas instaladas dentro das organizações (modelo ‘on premisses’) bem como o avanço de máquinas mais robustas, as estações de trabalho, para projetos que exigem processamento pesado de imagens como em projetos de engenharia, da indústria audiovisual e de saúde.
As ações da Nvidia negociadas na Nasdaq encerraram o pregão de ontem em alta de 1,4%. Os papéis têm oscilado bastante nos últimos meses, pressionadas por uma série de preocupações relacionadas à IA. Essas preocupações incluem problemas de financiamento para “data centers”, acesso ao mercado chinês e restrições de oferta na fabricante de chips taiwanesa TSMC.
O cenário competitivo para a Nvidia começou a mudar, notou o analista da consultoria eMarketer, Jacob Bourne. Rivais estão se mostrando mais competitivos. Ele cita o exemplo de um acordo bilionário anunciado pela Meta para compra de chips da AMD, que poderá levar a controladora do Facebook a assumir uma participação de 10% na AMD. “Isso coloca o foco das projeções futuras da Nvidia em manter sua dominância”, ‘, ele observa. A diversificação de receita da da Nvidia é um ponto positivo, nota Bourne. “Seus recentes acordos no mercado de computadores pessoais sinalizam que a gigante da IA?? está buscando construir fluxos de receita além de sua principal fonte de renda, os ‘data centers’, para se manter à frente da concorrência”.
Para o primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a Nvidia projetou receita de US$ 78 bilhões, ante expectativas de US$ 72,93 bilhões.
