Cannes: DM9, Grey e MRM levam ouro no quarto dia de festival; País ganha prata em Luxo e Lifestyle

Na penúltima noite de premiações do Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade, evento do qual o Estadão é o representante oficial no País, o Brasil garantiu nesta quinta-feira, 20, mais quatro Leões de Ouro, além de uma estatueta de prata na categoria estreante de Luxo & Lifestyle. Ao todo, o País chegou a 90 estatuetas no festival de criatividade.

Nesta quinta, a DM9 foi a agência com maior número de estatuetas douradas, com uma das principais honrarias do festival nas categorias de Creative Commerce e Brand Experience, respectivamente, para as marcas iFood e Consul. “Audience Delivery foi uma parceria incrível e pioneira entre iFood e o CazéTV para a transmissão da Copa do Mundo Feminina dentro do aplicativo de celular”, lembra o copresidente da DM9, Icaro Doria.

“Isso gerou alto engajamento e uma audiência fantástica para os jogos e também deu um impulso no marketplace, principalmente nos pedidos de café da manhã, já que os jogos da competição aconteceram durante a manhã”, afirma Icaro Doria, copresidente da DM9.

O terceiro Leão de Ouro do dia foi para a campanha de Samsung da MRM “Throwback Deals”, criado para Samsung, também em Creative Commerce. O quarto prêmio de ouro da noite para o País ficou com a Grey, pela ação para o Super Extra, na categoria de Brand Experience. “Passamos da ‘metade’ do 71º Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade. Esta quinta-feira provou ser mais um dia repleto de experiências excepcionais de marketing, eficácia, estratégia e inovação”, afirmou o CEO do Cannes Lions, Simon Cook.

Luta antirracista

Na estreia da categoria Luxury & Lifestyle, o País garantiu um Leão de Prata para a campanha criada pela Grey para a Universidade Zumbi dos Palmares. Na peça, a agência criou uma “bolsa antirracista” para combater ações de preconceito contra pessoas negras em lojas.

A artista Naya Violeta criou uma bolsa que leva estampado o texto da Lei 14.532, de 2023, de combate à descriminação racial. Conforme o texto, quem constranger, humilhar ou cometer crimes de racismo ou injúria racial pode pegar de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O item da ação publicitária de conscientização foi distribuído a influenciadores e personalidades do País.

“Nós estamos muito felizes de ter ganhado esse leão, porque como um cara preto, esse problema impacta a mim, as minhas irmãs, minha família, e muito mais. Nos deixa muito feliz poder contribuir com essa história”, afirma George Benson Acohamo, da BSN Creative, responsável pela estratégia de influenciadores para a ação vencedora na categoria de luxo.

Na avaliação da jurada brasileira da categoria de Luxury & Lifestyle, Diana Maranhão, diretora de comunicação e imagem da Rolex no Brasil, a bolsa antirracismo criada pela Grey foi escolhida pelo júri por mandar uma mensagem importante para indústria da moda sobre o papel que ela pode ter no combate ao racismo.

“A bolsa tornou-se um artigo desejável, aspiracional. Ele foi submetido pela Universidade Zumbi dos Palmares, mas deveria inspirar grandes marcas a adotarem a mesma causa ou atitude. Isso é parte do superpoder das marcas de luxo: influenciar e inspirar”, afirma a executiva.

Outro Leão de Prata do País na categoria de Creative Effectiveness foi dividido pela Africa Creative e Wieden+Kennedy São Paulo com a ação “Bring home the Bud”, que doou todo o estoque de cerveja da gigante de bebidas para o país vencedor da Copa do Mundo de 2022, no Catar, que teve a Argentina como campeã.

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