Os Estados Unidos divulgaram uma lista atualizada das empresas chinesas que, segundo o governo americano, auxiliam o desenvolvimento do exército do país. Entre as companhias listadas estão a fabricante de veículos elétricos BYD, a plataforma de comércio eletrônico B2B Alibaba e a dona do buscador Baidu.
A atualização, que é feita pelo Pentágono, acontece meses após a divulgação e posterior retirada de uma versão anterior do índice.
Outra novidade foi a reinserção de dois fabricantes de processadores de memória, ChangXin Memory Technologies e Yangtze Memory Technologies.
A lista “serve como um alerta para as empresas americanas, para todos os níveis de governo e para o povo americano”, disse o deputado John Moolenaar, presidente republicano do Comitê Seleto da Câmara sobre a China.
Em um comunicado, ele orientou as empresas americanas a “pararem de fazer negócios com essas empresas” que ameaçam a segurança nacional dos EUA ou podem acabar correndo o risco de “facilitar a ascensão militar da China”.
Entre as empresas afetadas estão também algumas das principais gigantes da tecnologia chinesas envolvidas na corrida pela inteligência artificial, como Alibaba, Baidu e Tencent.
A Baidu rejeitou a própria inclusão na lista em um comunicado nas redes sociais chinesas, classificando as acusações como “completamente infundadas”.
“A alegação de que a Baidu é um complexo industrial-militar é totalmente sem fundamento. Não hesitaremos em usar todos os recursos disponíveis para remover a empresa da lista”, disse um porta-voz.
Já a Alibaba argumenta que estar na lista é “um erro” e ameaça entrar com uma ação judicial.
“O Alibaba Group não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão entre militares e civis”, afirmou a empresa em comunicado.
Donald Trump convidou Xi Jinping para visitar Washington em setembro. Mas a lista pode acirrar as tensões entre as duas maiores economias do mundo. /AFP
