O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (17), uma resolução dos Estados Unidos que endossa o plano de paz do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza e autoriza uma força internacional de estabilização no território palestino.
O texto recebeu 13 votos a favor e nenhum contra. Rússia e China, membros permanentes do órgão que poderiam vetar o documento, optaram pela abstenção. A aprovação é vista como vital para legitimar um órgão de governança transitória em Gaza e tranquilizar países que estão considerando enviar tropas para o território.
A resolução diz que os Estados-membros da ONU podem participar do Conselho de Paz, que deve supervisionar a reconstrução e recuperação econômica de Gaza até o final de 2027, e autoriza a força de estabilização internacional, que garantiria um processo de desmilitarização do território.
O documento também contempla o plano de 20 pontos de Trump que interrompeu a guerra em Gaza no mês passado. A aprovação, portanto, é uma grande vitória diplomática para os EUA —nos últimos dois anos, enquanto o conflito entre Israel e Hamas se intensificava, Washington se isolou nas Nações Unidas devido ao seu firme apoio a Israel, vetando seis resoluções que pediam um cessar-fogo.
Após a votação desta segunda, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, agradeceu ao Conselho por “se unir na definição de um novo rumo para israelenses, palestinos e todos os povos da região”.
Embora tenha sido vago em questões espinhosas sobre o futuro da região, a proposta do republicano encerrou o conflito de dois anos que devastou o território palestino e libertou todos os reféns vivos que estavam em poder do Hamas.
Washington vinha pressionando os membros do órgão das Nações Unidas a aprovar o texto sob a justificativa de que a recusa poderia fazer o frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista ruir. Para ser aprovada, a resolução precisava que 9 dos 15 membros do conselho votassem a favor e que não houvesse vetos dos membros permanentes: China, EUA, França, Reino Unido e Rússia.
