O que aconteceu com os EUA?

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Eduardo Francisco, Lucas de Abreu, Peter Frontini, Thais Gazarra e Victor Cierro – alunos do Jornalismo ESPM

No mundo pós Guerra Fria, os Estados Unidos seriam os embaixadores da paz após as guerras e conflitos do século XX. Entretanto, o mundo se configurou de maneira diferente do que os norte-americanos esperavam, fato muito influenciado pela globalização e suas consequências. Mas o que de fato aconteceu com os EUA, o país que era visto como a Disney das oportunidades e sinônimo de progresso? Talvez o jogo tenha virado, e eles perceberam que não são mais a hegemonia do planeta Terra. Acontece que os EUA não irão crescer como de costume, e o que há de errado nisso? Um país que cresce desde do século XVIII quando se depara com uma realidade como esta, de que forma irá reagir?
Pode-se considera uma série de fatores para a mudança de comportamento e configuração da nação norte-americana. Se formos analisar só o século XXI como exemplo, ocorreram fatos como o ataque terrorista em 11 de setembro no World Trade Center e a quebra de Wall Street em 2008 quando se estourou a bolha do mercado imobiliário. Esses acontecimentos possuem influencia sim no que os EUA é hoje sob o comando de Donald Trump e o discurso “make america great again”. Atualmente, a população norte-americana não confia mais nas diversas instituições de seu país, desde universidades até bancos e políticos. Há um real sentimento de descrença e desconfiança embora ainda acreditam ser a melhor nação do mundo.
Em apenas 20 anos, o Brasil foi de 400 patentes para cerca de 300 patentes produzidas. No mesmo período, a China saltou das mesmas 400 para a casa das 40.000, um avanço e tanto em tão pouco tempo chegando perto dos EUA que produzem cerca de 48.000 patentes. Mas se formos analisar cada patente, os EUA dominam o setor de alta tecnologia e desenvolvimento. Mas isso significa que agora os EUA possuem concorrência.
Outro fato que se aparece é que a nação norte-americana começa a sofrer com problemas até então característicos de países subdesenvolvidos ou emergentes. Apenas 1% da população detém cerca de 20% das riquezas do país, a educação está cada vez mais cara e excludente, e a próxima geração virá menos educada e poderá ser mais pobre que a anterior. Ou seja, com o avanço tecnológico e a globalização, é escancarada a desigualdade dentro dos EUA. E o problema é que se põe a culpa no estrangeiro por “roubar a vaga” quando se deveria olhar sob o aspecto tecnológico em que se cada vez mais precisa estar qualificado em um mundo tão competitivo quanto o americano. Há também o aspecto sociológico que seria o impulso individualista característico da sociedade pós-moderna.
E quando o movimento global é de se abrir as fronteiras para acordos comerciais e de interação entre os países, o principal semeador da globalização, os EUA, fazem justamente o movimento contrário, o de se fechar contra tudo.

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