O conservador Karol Nawrocki venceu o segundo turno das eleições presidenciais na Polônia, realizado neste final de semana, de acordo com a contagem final dos votos divulgada nesta segunda-feira, 02.
Nawrocki obteve 50,89% dos votos em uma disputa acirrada contra o prefeito liberal de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, que conquistou 49,11%.
O pleito foi resumido em uma escolha ideológica clara: um prefeito liberal pró-europeu contra um conservador nacionalista convicto.
A eleição apertada manteve o país em suspense desde o primeiro turno, realizado duas semanas antes, e durante toda a noite de domingo até a manhã desta segunda, revelando divisões profundas no país localizado na fronteira leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia.
Uma pesquisa de boca de urna divulgada no domingo à noite indicava que Trzaskowski venceria, mas as projeções começaram a mudar horas depois, revertendo o cenário.
Nawrocki, 42, um historiador eurocético, ex-hooligan e boxeador amador que dirigiu um instituto nacional de memória, fez campanha com a promessa de garantir que as políticas econômicas e sociais favoreçam os poloneses em detrimento de outras nacionalidades, incluindo refugiados da vizinha Ucrânia. Seu comportamento em relação à guerra é um dos focos de preocupação da União Europeia.
Embora o parlamento polonês detenha a maior parte do poder, o presidente pode vetar legislações, o que tem paralisado a agenda reformista de Tusk, que voltou ao cargo de premiê em 2023.
O triunfo de Nawrocki pode funcionar com um plebiscito do Executivo, dado que a coalizão é governo é frágil e a vitória do candidato do PiS deve pressionar a composição de forças do Parlamento.
O resultado indica que a Polônia deve seguir um caminho mais nacionalista sob a liderança de Nawrocki.
