Juros nos EUA: Trabalho e inflação mais fracos podem garantir corte em setembro

Mais do que o passado, são os dados futuros que devem convencer os dirigentes do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano, a cortar ou não as taxas de juros na próxima vez que se reunirem, em setembro. Em especial, uma nova surpresa negativa do relatório payroll, principal termômetro do mercado de trabalho dos Estados Unidos, bem como sinais mais benignos da inflação no país são cruciais para uma virada “dovish” (de alívio nos juros), na visão de Wall Street.

O mercado precifica chances superiores a 80% de uma retomada dos cortes pelo Fed em setembro, mostra levantamento da plataforma CME FedWatch, do CME Group. A vez mais recente em que o BC dos EUA flexibilizou sua política monetária foi em dezembro passado. Desde então, o Fed manteve os juros intactos na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano por cinco reuniões consecutivas.

Mas indícios mais fortes da inflação no país no mês de julho, auge do verão no hemisfério norte, injetaram um pouco de cautela no mercado, que teme os efeitos da política tarifária de Trump nos preços. Antes disso, as chances de o Fed voltar a cortar os juros no mês que vem chegaram a bater 100%.

Para o economista-chefe do Santander nos EUA, Stephen Stanley, os dados mais importantes a serem divulgados entre agora e a próxima reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) são o relatório payroll de agosto e as duas próximas leituras da inflação no país: o PCE de julho e o CPI de agosto. “Em particular, eu diria que outra grande surpresa negativa no relatório de emprego provavelmente garantiria um corte de taxa em setembro”, diz Stanley, ao Estadão/Broadcast.

https://www.estadao.com.br/economia/trabalho-inflacao-fracos-eua-garantir-corte-juro-setembro

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