Os líderes de cinco países europeus e do Japão condenaram nesta quinta-feira, 19, “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a navios e instalações de petróleo e gás, e exigiram que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, divulgou uma declaração conjunta com os líderes de França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão, exigindo que o Irã “cesse imediatamente” seus ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito para a navegação comercial.
Os países afirmaram estar prontos para contribuir com “esforços apropriados” para garantir que os navios possam passar com segurança pelo estreito, uma importante rota petrolífera. Autoridades britânicas reconheceram que o planejamento para tal ação está em um estágio muito inicial.
Os líderes também pediram um “embargo abrangente” dos ataques a instalações de petróleo e gás.
O Irã lançou uma série de ataques contra instalações energéticas nos países da região do Golfo Pérsico após sofrer um novo revés, a morte de seu ministro da Inteligência, assassinado em um ataque reivindicado por Israel, e ter suas próprias estruturas produtoras de combustíveis atacadas.
O Irã atacou especialmente uma das maiores instalações de produção de gás do mundo, na cidade de Ras Laffan, no Catar, onde foram causados “danos consideráveis”. O governo do Catar anunciou posteriormente a expulsão de dois diplomatas iranianos. / COM INFORMAÇÕES DA AP
