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Protestos e violência continuam em Hong Kong

A polícia de Hong Kong disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes que construíram barricadas, iniciaram incêndios e paralisaram o tráfego na principal área de negócios da cidade neste domingo, à medida que ficou cada vez mais difícil conter as agitações.
Os policiais dispararam gás lacrimogêneo no movimentado bairro comercial de Causeway Bay, onde os manifestantes se reuniam, depois que alguns começaram um incêndio na entrada da estação de metrô mais movimentada da cidade.
Antes, dezenas de milhares de pessoas marcharam pacificamente até o consulado dos EUA, depois de encher um parque do tamanho de um campo de futebol.
Milhares de manifestantes percorreram os dois quarteirões de Chater Gardens, no centro, até o consulado dos EUA em uma marcha autorizada que pedia “Direitos Humanos e Democracia em Hong Kong”. “Queremos dizer ao congresso dos EUA que o que quer que Carrie Lam esteja fazendo, não é satisfatório. Se os EUA puderem sancionar a China, poderão nos salvar”, disse um dos manifestantes.
No sábado, pelo menos 19 pessoas ficaram feridas, duas gravemente, em confrontos entre policiais e manifestantes do lado de fora da delegacia de Mong Kok e em outros lugares.
Na semana passada, a chefe do Poder Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, havia retirado de pauta no Legislativo da cidade o projeto que permitia a extradição de cidadãos de Hong Kong para que pudessem ser julgados na China continental. foi esse projeto que deflagrou a onda de manifestações em andamento há quatro meses, que é considerada uma das mais violentas na ex-colônia britânica, desde o retorno ao domínio chinês em 1997.
Porém, a retirada do projeto por Carrie Lam foi considerada um ato insuficiente e tardio diante das proporções da manifestações, que hoje pedem a renúncia de Lam e eleições diretas sem interferência da China na cidade, os chamados atos pró-democracia.
A lei em discussão permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China continental, onde os tribunais são controlados pelo Partido Comunista.

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