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Olimpíada: tráfego de dados dobra em relação à Copa

O tráfego de dados, como fotos, vídeos e mensagens, em celulares na sexta-feira, quando foi aberta a Olimpíada do Rio no Maracanã, dobrou em relação ao volume registrado na final da Copa do Mundo de 2014, que tinha sido o momento de maior uso das redes nacionais, até então. Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 5, cerca de 80 mil pessoas lotaram o Maracanã: cada espectador enviou ou recebeu 36 fotos em média

Para o cálculo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mediu o tráfego total (dados enviados e recebidos, em 3G e 4G) no período entre 19h e 23h e dividiu pelo público presente no Maracanã, cerca de 80 mil pessoas, como mostrou material do Valor Econômico de 11/08

A Anatel calcula que cada espectador enviou ou recebeu em média 36 fotos na abertura da Olimpíada, enquanto na final da Copa do Mundo, em 13 de julho de 2014, a média foi de 18 fotos. O tamanho médio de foto foi de 550 KB. O tráfego atingiu 1,4 terabyte no dia que o Maracanã sediou a festa de abertura dos Jogos Olímpicos. Na final da Copa, 0,7 terabyte.

Não houve registros de congestionamento acentuado nem interrupções na rede de telefonia móvel. “Se considerado o perfil de uso elevado dos smartphones para fotografar e gravar em vídeo o espetáculo, seguido de frequentes compartilhamentos desses arquivos nas redes sociais ou por serviços como o WhatsApp, conclui-se que a rede de telefonia móvel superou o desafio de atender à demanda do público”, informou a agência, ontem, em nota.

A infraestrutura tecnológica dos Jogos também desafia a Embratel, patrocinadora olímpica e empresa responsável por toda a ligação de telecomunicações do evento – não pode haver falha de conexão que comprometa a transmissão das partidas para o mundo. “O sucesso é ninguém lembrar da gente”, brinca o diretor de grandes eventos da Embratel, Luciano Carino. A companhia modernizou a rede de transmissão em todas as quatro regiões olímpicas com mais de 370 km de fibras ópticas com redundância tripla (três cabos distintos interligando os pontos da rede, para garantir que rompimentos não afetem o serviço). Cerca de 3 mil funcionários foram deslocados para manter todos os serviços em operação máxima.

Um dos principais desafios é garantir a conexão de jornalistas, atletas e expectadores nos 148 locais de competição durante os mais de 20 dias de competição. Em um único dia, como em 12 de agosto, serão 55 competições transmitidas para todo o mundo. Pela rede de telecomunicações instalada exclusivamente para a Olimpíada serão transmitidas até 15 mil horas de competições.

Todos os resultados dos Jogos serão transportados pelas redes da americana Cisco, processados em 500 servidores da companhia. Além de recursos financeiros não revelados, a Cisco se comprometeu a fornecer, para o Comitê Rio 2016, 50 mil toneladas de equipamentos de rede e computação para apoiar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio.

A Olimpíada do Rio deve ser a mais conectada da história, diz Carino, da Embratel. Para evitar falhas, o sistema usa tecnologias já testadas e aprovadas há pelo menos dois anos. “Não há espaço para testes em um evento desse tamanho”, diz o diretor da Embratel.

Parceira oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos pela primeira vez, a Panasonic ofereceu 110 projetores responsáveis pelos vídeos e imagens geradas nas cerimônias de abertura e encerramento. O número supera em quatro vezes o número de aparelhos utilizados em Londres, em 2012. A companhia também é responsável pelo fornecimento dos telões de LED para as arenas esportivas, que mostram imagens e a pontuação dos atletas. Segundo Michikazu Matsushita, presidente da Panasonic no Brasil, foram instalados 72 telões, em 35 arenas.

Para a medição de tempo, distância e outras informações relativas às competições, a suíça Omega trouxe ao Rio 450 toneladas de equipamentos e 480 especialistas (engenheiros, cronometristas e voluntários). Câmeras do tipo “photo finish” têm capacidade para capturar até 10 mil imagens digitais por segundo.

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