Google Pixel 2: o novo telefone com inteligência artificial

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Buscador renova catálogo com alto-falantes, computador e celulares; também apresenta o Google Home Mini. Mas, foi o brasileiro Mario Queiroz o encarregado de revelar a novidade mais esperada da apresentação dos novos produtos do Google em San Francisco: o celular Google Pixel 2. O aparelho vem “com o melhor do Google em seu interior” e será vendido em três cores: branco, azul e preto. Já o modelo Pixel 2 XL chegará com duas cores. Queiroz mandou um recado à Apple: “Não mudamos as características segundo o tamanho da tela; pode-se curtir [o aparelho] da mesma forma”.
Depois dele, Sabrina Ellis explicou com mais detalhes as funções do aparelho. O novo Google Pixel 2 inclui funções como Now Playing, que serve para conhecer a música mais popular. O usuário também pode ordenar “faça uma selfie” para que essa função seja ativada para realizar o clique. As notificações com pontos coloridos também melhoraram, como mostrou artigo de Rosa Jiménez Cano, publicado no El País Brasil, de 4/10.
Aparna Chennapragada abordou a inteligência artificial presente na câmera: “Ela te dirá de que raça é um cão e de que ano é o monumento que você vê na sua frente”, disse. A chegada do Google à realidade aumentada será tímida, através do Houzz, para decorar a casa, e do Lego, para fazer figuras sem que as peças fiquem espalhadas pela sala. A série Stranger Things da Netflix e a saga Star Wars são seus aliados para conseguir a popularização definitiva desse formato. E, assim como a Apple, o Google criou um modo retrato. “Ao contrário de outros, não usamos duas câmeras, e sim uma câmera com duplo sensor e inteligência artificial”, afirmou. O mesmo se aplica ao vídeo, que agora conta com estabilização com hardware e software. Quem comprar o celular terá armazenamento ilimitado na nuvem. “Os usuários do Pixel fazem duas vezes mais fotos, em média, que os do iPhone”, orgulhou-se.
A transferência de dados do iPhone para o Pixel 2 será de 10 minutos, com todo o conteúdo do novo aparelho, que chegará aos Estados Unidos em poucas semanas e à Espanha no final do ano. Ainda não há informações sobre a disponibilidade no Brasil. Os preços variam de 649 dólares (2.011 reais) do Pixel a 849 dólares (2.632 reais) do Pixel 2 XL.
O ato de apresentação dos novos produtos do Google, em San Francisco, começou de forma pouco comum. Sundar Pichai, o diretor-presidente da empresa, quis iniciar com uma homenagem: “Estamos com as vítimas e os afetados pelos desastres naturais e o terrorismo. Estão sendo momentos difíceis e de sofrimento.” Após alguns minutos emotivos, ele deu início à apresentação.
“Estamos repensando toda a nossa linha de produtos. Acreditamos que o celular é o futuro, só que com muito mais. Agora, a inteligência artificial vem primeiro”, disse Pichai, lembrando como a aprendizagem automática está mudando o Google Maps.
“As pessoas poderão interagir com as máquinas de um jeito mais fácil. Queremos que usem a voz, os gestos, que sejam elas mesmas. E que, quando você quiser, as máquinas trabalhem para você”, explicou. Para isso, o contexto é muito importante. “Se você gosta de fitness e viajar a uma nova cidade, te enviaremos sugestões de academias e restaurantes. Se você for vegetariano, como é o meu caso, te diremos onde está a sobremesa melhor e mais adequada ao seus gostos.” Sua visão é unir software, hardware e inteligência artificial.
Rick Osterloh, responsável pela área de hardware e ex-diretor da Motorola, prometeu surpresas: “Há um ano, mostramos a primeira geração de aparelhos produzidos pelo Google. No futuro, com mais de 1.000 funcionários da HTC, faremos isso de forma ainda melhor.” “Não invejo vocês”, disse aos jornalistas. “Todo dia avaliando megapixels, design, bateria, tela… Todos esses elementos já são muito bons. Mas queremos voltar a surpreender – e, acima de tudo, ser úteis.”
A primeira surpresa chegou com o Google Home, que será vendido no Japão nesta semana. “Não foi fácil, pois temos de fazer com que [o aplicativo] entenda diferentes idiomas e sotaques, além de reconhecer a voz do usuário”, anunciou Rishi Chandra. O aparelho dará respostas personalizadas, dependendo de que fale, para oferecer agenda e gostos diversos. Mas o espanhol e o português continuam fora da lista de prioridades.
Isabelle Olsson, designer dessa divisão, apresentou o Home Mini, um assistente minúsculo. Minimalista, sem pontas nem arestas. Parece um porta-alfinete com quatro luzes. A diretora se orgulhou do formato. Mas, por enquanto, o dispositivo também não será vendido no Brasil.
Nest, sua marca de aparelhos para a casa, será integrada de maneira mais profunda com os assistentes. Yoky Matsuoka, diretora dessa divisão, mostrou como funcionam suas câmeras de segurança. O Google quer que as crianças estejam em seu universo antes que tenham idade para navegar sozinhas e abrir um perfil nas redes sociais. Os pais poderão criar um perfil através do Family Link. “Como pai, adoro vê-las sem telas na frente”, disse Chandra. A companhia fechou acordo com a Disney para incluir jogos de sua criação.
Em seguida, os organizadores apresentaram o Google Home Max, um novo alto-falante que promete um som muito mais potente. Chegará em dezembro por 399 dólares (1.237 reais), inicialmente aos EUA.
O Google Pixelbook significa o retorno da empresa ao computador, depois do Chromebook de cinco anos atrás, baseado no Chrome, com acabamento de luxo. Pesa um quilo e possui tela de 12 polegadas, 16 GB de memória RAM e 512 GB de memória. Promete 10 horas de autonomia com uma única carga. E duas horas de trabalho com 15 minutos de carga. O carregador é o mesmo que o dos Android de última geração, o USB C, e vem com assistente de série. O computador custa 999 dólares (3100 reais). Por mais 99 dólares (310 reais), você pode ter também a caneta inteligente. Inicialmente, só será vendido nos EUA, Canadá e Reino Unido. Talvez o mais interessante desse lançamento seja sua aliança com o Snapchat para a criação de conteúdo, pela primeira vez, a partir de um computador.
As surpresas vieram no final. A realidade virtual, bastante estancada, agora se renova com um visor do DayDream, seu sistema, de 99 dólares (310 reais).
Os Google Pixel Buds são os fones de ouvido do Google, com uma novidade bacana: traduzem 14 idiomas em tempo real. Chegam em novembro por 159 dólares. E vêm com um dispositivo que permite carga para usá-los durante 24 horas sem precisar de uma tomada.
A Google Clips é uma câmera mínima que registrará os melhores momentos da vida doméstica e familiar. Pode-se pendurá-la na roupa ou deixá-la sobre um móvel. Reconhece a pessoas de confiança e bichos de estimação. Depois armazena os melhores cliques: quando sopramos as velas, quando o cachorro aprende um truque novo… Será vendida por 249 dólares (772 reais).
Osterloh resumiu a apresentação: “Nossa estratégia é unir inteligência artificial para fazer aparelhos fáceis e próximos.”

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