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Países pobres perdem crescimento e continuam gerando mais empregos. Por quê?

O mundo mudou, mesmo. Quem gera mais emprego? País rico ou país emergente? A resposta parece óbvia, mas não é correta: hoje, os emergente geram muito mais postos de trabalho que os ricos. Com um enigma adicional: as economias desses países até podem desaquecer, andar em ritmo bem mais lento, mas a abertura de empregos não para. Os economistas captaram a contradição e começaram a procurar as respostas para o enigma.
Quem primeiro percebeu essa contradição foi o Banco Mundial, no relatório relativo ao primeiro trimestre deste ano, divulgado na semana passada. Os técnicos da entidade internacional notaram que nas principais regiões do mundo o ritmo da economia caiu, m enquanto o mercado de trabalho ficou ainda mais aquecido.
Exemplo: na América Latina e no Caribe, o PIB da região toda perdeu ritmo, cresceu 4,8% entre janeiro e marco deste ano, quanto tinha crescido 6,3% no mesmo período de 2011. Porém, a abertura de postos de trabalho subiu 2,8% em 2012, frente a 2,1% no ano passado. O desemprego ficou menor: de 7,8% em 2011 para 7,1% neste ano. Por quê?
Não foi diferente nos 30 países emergentes da Europa Oriental e Ásia Central; a expansão econômica recuou de 6,1% par 5,5%, na mesma comparação. Mas, o crescimento da oferta de trabalho passou de 0,6% de crescimento para 1,1%, sempre na comparação entre primeiro trimestre de 2011 e de 2012.
O economista Samuel Pessoa, da FGV do Rio, pondera a possibilidade de ocorrer em outros emergentes o mesmo que acontece no Brasil: “crescimento do setor de serviços, porque a produção a China jogou o preço dos manufaturados lá para baixo”. Como o setor de serviços é intensivo em mão de obra, mesmo que a economia recue, o mercado de trabalho fica aquecido, explicou Pessoa. Isto quer dizer: como os preços da geladeira caíram sobrou dinheiro para gastar na manicure, no restaurante e no mecânico. Até no plano de saúde.
Outros economistas também lembraram que o desenvolvimento regional conta muito na abertura de postos de trabalho. O volume de capital estrangeiro que sai dos países ricos para gerar produção em países emergentes é enorme. Na América Latina, por exemplo, países como Peru e Colômbia rivalizam com o Brasil a captação em recursos internacionais. O alvo desses investidores está nos setores de comércio, construção e intermediação financeira, que são “muito intensivos em mão de obra”, ou seja, geram muitos mais empregos que o setor industrial.
É por essa razão que o emprego cresce mais do que indica o avanço do PIB. Melhor para a população desses países emergentes… Dados mais completos sobre este tema estão no endereço:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,emergentes-criam-mais-empregos-,921797,0.htm

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