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Desmonetização: será o fim do dinheiro?

Paula Sauer

O dinheiro como conhecemos hoje, é uma das inúmeras facetas desse meio universal de trocas; No passado, havia menos produtos e serviços e quando se precisava de algo, era feito o escambo, em outras palavras, uma troca.
O dinheiro que já foi representado por conchas, gado, tecido, sal entre outras coisas, a partir do século IIV a.C, passa a ser concebido por moedas metálicas, essas não eram perecíveis, de fácil transporte e divisíveis. Por segurança, era uma prática deixar as moedas guardadas com os ourives, que em troca, entregavam um recibo ao portador. Aos poucos esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamento, dando assim, origem as moedas de papel.
Como meio de pagamento, apesar de relevante no Brasil, vem a partir da bancarização e advento das “fintechs”, dando espaço para os cartões, transferências eletrônicas, carteiras digitais, acessórios de pagamento, criptomoedas entre outros meios onde gastamos “sem sentir”.
Será o fim do dinheiro como o conhecemos?
Segundo o relatório “O futuro do dinheiro”, da Thompson Intelligence que analisa tendências, o dinheiro está se tornando cada vez mais sem atrito, quase invisível. As inovações nos meios de pagamento definiram uma nova era, mudando a maneira como as pessoas experimentam e interagem com o dinheiro, e é especialmente interessante, quando se analisa o comportamento financeiro.
Enquanto pagamentos sem dinheiro, e sem contato efetuados através do celular, ou wearables aumentam a conveniência e minimizando a dor do pagamento, suas consequências negativas incluem aumento de gastos, tomada de decisões por impulso e até piora na alimentação diz Jaeha Yoo, para ela, os acessórios dão ao consumidor a impressão de que os gastos não são reais e consumir fica ainda mais prazeroso.
Por outro lado, ter uma conexão física e tangível com o dinheiro gasto gera valores benéficos: a troca de dinheiro aumenta a ocitocina, a aversão à perda torna as pessoas relutantes em se separar do dinheiro e o manuseio reduz a ansiedade”, diz Yoo.
Observando esse “espírito”,é importante criar soluções que levem em consideração o valor do dinheiro, proporcionando afinidade com as finanças. Algumas inovações foram propostas com o objetivo de controlar gastos na era digital, em um deles os usuários precisavam pressionar a superfície do dispositivo para confirmar o pagamento, “sentir seu dinheiro ir embora”, seria um nudge? O dispositivo não te impede de consumir, mas ao manuseá-lo, um “cutucãozinho” te faz pensar se nesse momento, gastar é a melhor escolha.

Até a próxima!

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