A gigante da tecnologia Alibaba entrou com uma ação judicial federal nos Estados Unidos na segunda-feira, 22, contestando a designação de “empresa militar chinesa” pelo Pentágono. A empresa entende a classificação como arbitrária.
A ação, apresentada em um tribunal federal de São Francisco, contesta a determinação do Departamento de Defesa americano de que a Alibaba deve ser incluída na lista federal de empresas militares.
No início de junho, o Pentágono publicou uma nova lista contendo 80 empresas e respectivas subsidiárias que, segundo a pasta, auxiliam as forças armadas chinesas.
A lista inclui as gigantes da tecnologia Alibaba e Baidu, além da fabricante de veículos elétricos BYD.
Devido a classificação, a partir de 30 de junho, o Pentágono não poderá firmar novos contratos com as empresas listadas ou com as subsidiárias controladas por elas.
A designação também restringe a capacidade da empresa de contratar firmas de lobby nos Estados Unidos, o que, segundo a ação judicial, viola os direitos da Primeira Emenda.
“O efeito já está sendo sentido: advogados que representam o Alibaba há anos informaram à empresa que não podem mais fazê-lo”, afirma o documento.
Nesta segunda, 22, a China impôs controles de exportação a 10 empresas americanas envolvidas em defesa e mineração de terras raras, em resposta à lista “militar” de Washington.
O confronto testa as relações bilaterais após o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, no mês passado, com o objetivo de estabilizar os laços entre as duas potências. /AFP
