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J.P. fecha banco digital um ano após lançamento

O J.P. Morgan está matando um experimento para atrair clientes mais jovens para um novo aplicativo de banco digital, um ano após disponibilizá-lo nacionalmente nos EUA. O maior banco do país começou a informar os clientes nesta quinta que fechará o “Finn”, o banco digital sem tarifas projetado para atender consumidores jovens e transferir fundos para novas contas.
É uma rápida reviravolta para um produto que o J.P. Morgan esperava que ajudasse a atrair novos clientes para suas opções de banco on-line e móvel, um ponto forte de competição entre os bancos do país e startups de tecnologia financeira.
Com agências em declínio em todo o país, os bancos estão tentando encontrar um equilíbrio entre as ofertas móveis e on- line que os usuários mais jovens querem e ter caixas e outros especialistas à disposição em unidades físicas, que ajudam em assuntos mais complexos.
O Finn foi um pouco híbrido, oferecendo aos clientes um aplicativo digital carregado com recursos, bem como acesso a alguns serviços em agências. O banco acabou definindo que sua unidade Chase estava melhor posicionada para fornecer essa combinação de serviços a seus clientes, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.
O J.P. Morgan lidera o mercado bancário americano, com mais de 50,7 milhões de usuários digitais ativos, mas ultimamente tem apostado mais que os rivais em uma presença física maior. O banco informou no ano passado que espera abrir 400 novas agências em cinco anos para expandir para novas cidades como Washington, Pittsburgh e Nashville.
Os usuários do Finn terão de baixar o aplicativo móvel do Chase e esperar para receber um novo cartão de débito, mas os números de conta e outros detalhes não serão alterados. Eles não terão de pagar a taxa de serviço mensal de aproximadamente US$ 5 que o J.P. Morgan cobra por suas contas.
A estratégia do Finn diferia de outros bancos e startups com foco digital. Não oferecia aos poupadores taxas de remuneração elevadas sobre seus depósitos, como fazem o Goldman Sachs e a Ally Financial. Como foi criado do zero, o Finn não teve o impulso de uma base já ativa de usuários digitais, como a fintech Acorns Grow, que depois de já estabelecida lançou contas correntes.
O J.P. Morgan lançou o Finn como um programa piloto em St. Louis em outubro de 2017 e implementou o banco digital nacionalmente em junho de 2018. A ideia era que o Finn alcançasse locais onde o banco não tinha agências.
O Finn, que foi construído sobre a mesma infraestrutura de back-end que o aplicativo móvel do Chase, permitia que os clientes usassem as agências, caixas eletrônicos e cheques. Assim, uma conta no Finn parecia muito com uma conta típica do Chase.
Havia outras sobreposições com o Chase também. Enquanto estava lançando o Finn, o Chase também estava planejando uma expansão significativa de sua rede de agências em novas cidades pela primeira vez desde a crise financeira. O banco também lançou um processo nacional de abertura de conta apenas on-line.
Enquanto isso, o J.P. Morgan tem investido agressivamente em tecnologia, com cerca de US$ 11,5 bilhões planejados este ano, e experimentando novos produtos e estratégias digitais. O banco se concentrou no desenvolvimento do aplicativo móvel do Chase e está fortalecendo a ferramenta com a tecnologia desenvolvida para o Finn.
O banco não divulgou quantos usuários do Finn já se inscreveram no aplicativo do Chase, mas mais da metade já tinha relacionamentos com o banco tradicional, disse um porta-voz.
No “investor day” do J.P. Morgan no início deste ano, Gordon Smith, codiretor de operações do banco e chefe da unidade de varejo, se recusou a fornecer informações específicas sobre o desempenho do Finn, alegando que o banco não queria dividir dados com os rivais.

https://www.valor.com.br/financas/6296105/jp-fecha-banco-digital-um-ano-apos-lancamento#

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