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Uber avalia aquisição de startup de patinete eletrônico

O Uber estuda comprar uma startup de compartilhamento de patinetes elétricos e discutiu possíveis negócios de bilhões de dólares tanto com a Bird quanto com a Lime, duas companhias do segmento, segundo fontes próximas às três empresas.
As negociações, ainda em estágio bem inicial, chegam em meio aos esforços da Bird e da Lime para atrair mais dinheiro de investidores e alimentar seu forte, e dispendioso, ritmo de expansão.
As duas empresas levantaram centenas de milhões de dólares em rodadas de financiamento que lhe conferiram avaliações superiores a US$ 1 bilhão nos últimos meses. Desde então, lançaram seus serviços em dezenas de novas cidades pelo mundo, o que significa que o Uber poderia precisar pagar vários bilhões de dólares para conseguir concretizar algum negócio.
O interesse do Uber coloca em evidência a rapidez com que o aluguel de bicicletas e de patinetes elétricos que dispensam estações de entrega começa a ter impacto sobre os aplicativos de transporte.
Fontes que tomaram conhecimento das negociações disseram que as conversas poderiam não dar em nada, especialmente por falta de consenso sobre o preço das startups, com modelos de negócios não testados.
Por outro lado, uma compra se somaria ao grande número de transações similares observado neste ano. Em abril, o Uber pagou mais de US$ 100 milhões pela Jump, uma startup de bicicletas elétricas. Em julho, seu rival Lyft comprou a Motivate, que opera serviços de compartilhamento de bicicletas em Nova York e várias outras cidades americanas.
Uber, Bird e Lime não comentaram diretamente as negociações de aquisição, que foram noticiadas primeiramente pelo site de notícias “The Information”.
“Nosso foco é construir uma empresa independente que seja uma fornecedora importante de soluções de mobilidade de trajetos curtos”, segundo a Lime.
O executivo-chefe da Bird, Travis VanderZander, disse que a empresa “não está à venda”.
O Uber não quis comentar o assunto.
Comprar a Bird ou a Lime poderia acelerar as ambições do Uber de se tornar uma empresa completa para qualquer tipo de transporte, desde carros e bicicletas até trens e ônibus. Embora o Uber e a Lyft já tenham suas próprias frotas de patinetes elétricos em cidades como Santa Mônica, na Califórnia, elas são bem menores do que as operadas por Bird e Lime.
Comprar milhares de veículos e recrutar redes de fornecedores para carregá-los e fazer sua manutenção pode exigir muito tempo e dinheiro, especialmente quando tantas novas empresas concorrem para trabalhar com um número pequeno de fabricantes chinesas. A Bird e a Lime já gozam da vantagem de terem começado primeiro, conquistando licenças de operação em várias cidades, o que na prática impede a entrada do Uber nesses mercados por vários meses.
Enquanto Bird e Lime correm para expandir-se em cidades na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, também acumulam custos significativos, particularmente para comprar os patinetes. A pressão competitiva fica ainda maior já que muitas outras novas empresas na área vêm surgindo em mercados locais e regionais.

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