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No Facebook, formação de opinião depende de “elite”, dizem pesquisadores.

Líderes ou seguidores?  No mundo do Facebook , os usuários são um ou  outro. Não tem meio termo. Esta é a conclusão de um estudo com oito  mil pessoas sobre como a informação viaja nas redes sociais. E  principalmente quem são seus maiores divulgadores. Há uma mudança significativa na percepção de como as pessoas se  influenciam. Há um conhecida hipótese de influência em que pequeno  número de gente influente é responsável pela maior parte da divulgação.

É o exemplo conhecido pelo poder social dos jovens mais conhecidos do colégio que fazem todos irem atrás deles. Há, agora, outra concepção de como nasce a influência. Indivíduos  influentes têm pequeno papel nessa dinâmica. O que realmente importa é  se as pessoas são suscetíveis a novas ideias, ou não. Observar o comportamento continuado de um monte de gente pode ajudar a dizer quem  tem razão sobre como nasce a influência sobre os outros.

Sinan Aral e Dylan Walker, economistas da Universidade Nova York usaram um aplicativo do Facebook que permite aos usuários avaliar e  recomendar filmes. A nota dada ao filme é enviada a um grupo de seus  amigos no Facebook, avisando-os da sua nota e com um link para o  aplicativo.

Pois bem, quanto mais amigos adotam o aplicativo após receber seu  aviso maior sua influência. E quanto mais curto o período entre o  aviso e a adoção do aplicativo mais suscetível a influência alheia  você é. Por 44 dias, 8 mil pessoas enviaram 40 mil notificações a 1,3  milhão de amigos. Aral e Walker construíram modelo da capacidade de contágio do aplicativo em uma enorme rede social.

O que descobriram? O contágio depende das características das pessoas.  Por exemplo, a influência é maior em gente da mesma idade. Mulheres  influenciam mais os homens que outras mulheres. O mais importante da descoberta publicada na Science : influência e  suscetibilidade quase nunca são características simultâneas. No Facebook há gente que dita as tendências e os que os seguem.  Os autores do estudo insistem que é preciso muito mais estudos para saber  se a difusão de um produto no Facebook obedece às mesmas regras da
difusão fora dele.  Veja em O melhor de hoje a íntegra desse artigo.

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