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Mais perto do calote, Grécia raspa cofres da saúde

A situação da Grécia está cada vez mais complicada. Assolado pela falta de recursos, o governo grego atacou os cofres de seu serviço de saúde pública e do metrô de Atenas, em sua caça cada vez mais desesperada por fundos para manter-se à tona e pagar o serviço de suas dívidas.

Atenas tem uma conta a pagar de € 1,7 bilhão em salários e aposentadorias no fim de março, além de um pagamento em 9 de abril de € 450 milhões relativo aos empréstimos concedidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), como mostrou material do Financial Times, assinada por Kerin Hope e Peter Spiegel, publicada pelo Valor Econômico em 25/03, pg A13.

Outro sinal do número cada vez menor de opções para a Grécia veio do Banco Central Europeu (BCE), que informou aos maiores bancos gregos que estava tornando obrigatório o teto imposto em fevereiro para o volume de notas do Tesouro de curto prazo que podem deter, fechando assim outra fonte de financiamento para Atenas.

Autoridades da União Europeia (UE) disseram ter esperanças de que o encontro na próxima segunda- feira entre os primeiros-ministros da Grécia, Alexis Tsipras, e da Alemanha, Angela Merkel, possa desemperrar as negociações sobre as reformas econômicas que os gregos precisam levar a cabo para receber um auxílio econômico de € 7,2 bilhões atualmente congelado.

Atenas prometeu entregar uma lista de reformas às autoridades da zona do euro na próxima segunda-feira. Autoridades europeias alertam, no entanto, para a necessidade de aval dos inspetores do pacote de socorro econômico à Grécia antes que que se possa avançar em qualquer acordo para descongelar novos financiamentos.

Embora Tsipras tenha discutido seus planos de reforma com Merkel na segunda à noite, havia poucos sinais de as conversas em Atenas, com os inspetores do pacote, terem se tornado mais produtivas depois do encontro em Berlim.

Os gregos também buscam receber € 1,2 bilhão em financiamento que consideram ter sido tirado equivocadamente pelas autoridades da zona do euro do fundo de recapitalização dos bancos do país. Funcionários da UE consideram improvável uma decisão rápida sobre o assunto. E, mesmo que Atenas recebesse o dinheiro, poderia usá-lo apenas para ajudar os bancos, não para abastecer os cofres gerais do governo.

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