Developing Developers – Games

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“Apesar de lúdico, não é brincadeira”. Foi assim que o professor Rodrigo Tafner, coordenador do curso Sistemas de Informação em Comunicação e Gestão da ESPM, definiu o mercado de jogos na abertura da mesa redonda Go Gamers, ontem, no auditório Castelo Branco, como parte da primeira edição do evento Developing Developers.

O mercado de games se consolida, atualmente, como um dos mais relevantes da indústria de entretenimento. O encontro reuniu conceituados profissionais deste universo para debater como a crise brasileira afeta o mercado, quais os desafios de licenciamento em jogos, quais as vantagens e desvantagens da produção nacional, entre outras questões. O encontro foi moderado pelo professor Mauro Berimbau.

Rodrigo Passeira, Gerente de Produto da Estrela, comentou sobre a evolução e renovação do público-alvo da tradicional marca. A maioria dos consumidores, tiveram contato com os produtos durante a infância. Afinal, a Estrela é a publicadora de jogos como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Cara a Cara, etc. Hoje, compram produtos para a sua faixa etária e também presenteiam seus filhos. Entretanto, não adianta ter uma marca clássica se a mesma não renova sua imagem perante o público. Alguns exemplos são as máquinas de débito e crédito, agora presentes no Banco Imobiliário, e o famoso jogo Detetive, com o apoio de um aplicativo.

Renato Sasdelli, Diretor de Produto da Galápagos Jogos, contou a forma de atuação da empresa na indústria, que funciona mais como uma “editora de livros”, identificando best sellers no mercado internacional e fazendo um processo de localização para o público brasileiro. Para ele, todo o cenário passa por uma renovação. Antes, a abordagem nostálgica se cumpria com a pergunta “você lembra de quando você jogava board games?”. No momento atual, vivemos em um mundo imerso em tecnologia. As pessoas não conhecem os produtos e a indústria precisa apresenta-los: “isto aqui é um jogo de tabuleiro”, que pode trazer interação e socialização para a mesa.

Por último, Danilo Parise, Sócio-Diretor de Marketing e Produtos na SIOUX, uma agência de tecnologia interativa com a gamificação no DNA, analisou o difícil caminho de um jogo digital até sua publicação. Acabamos vendo os games em lojas como a App Store e Google Play, mas não temos o conhecimento de que quase 2.500 jogos são lançados por dia. Como fazê-los chegarem até o consumidor? É aí que a comunicação tem o seu papel. Entre o físico e o digital, os pilares do marketing continuam os mesmos, apenas as estratégias se transformam.

O evento continuou mais tarde com a palestra Game Design e Carreira, de Renato Cracco, diretor de arte, designer, pintor e desenhista da Grow Brasil. Seu objetivo era ampliar os horizontes em relação aos jogos, agregando conteúdo à futura carreira de todos aqueles que estavam no auditório.

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