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Painel FLIP – ESPM 2014

Vitória Bezerra, aluna de Design da ESPM/SP

Vitória você conhece a Flip? Foi mais ou menos dessa forma que minha aventura teve início. Minha resposta foi que sim, claro que conhecia! Era a feira literária que acontecia em Paraty, não?

Feira? Se tiver algo de feira na Flip é a diversidade gastronômica e o entusiasmo dos participantes! A Flip é uma festa! Uma festa embriagante: a cultura, o aroma de mar (com um leve toque de capim digerido das charretes), os diferentes idiomas que se ouve nas ruas, os poetas livres, as mesas literárias (fontes de conversa infinita), as livrarias, exposições… há um universo imenso a ser explorado em cada esquina.

Pode alguém estar se perguntando – mas literatura tem tanta força ainda nesse mundo? Nessa era da informação tão rápida e do avanço tecnológico as pessoas nem leem mais! – ah leem! O fato que torna a Flip algo tão descontraído e sinestesicamente delicioso, é que a literatura é tratada em conversa e não em palestras. Mas para que isso ocorra com qualidade, a estrutura criada a fim de sediar o evento exala cuidado, detalhes, trabalho! Fomos à Flip com o objetivo de fazer uma análise de design e descobrimos que ele excede os panfletos, folhetos, cartazes, as capas de livro e a sinalização. Em conversa com o diretor geral do evento, Mauro Munhoz, ouvimos que a Flip era design, ela nascera do design.

Bom, se o Mauro falou, está dito né! Mas pudemos constatar que as palavras dele eram pura verdade. A Flip é um projeto, ela não nasceu a partir de um objetivo final, mas de uma necessidade inicial. Assim, ela é um resultado pensado, trabalhado com muita atenção e com muito esforço; eis o design! Ele é oriundo de uma problemática: converge forma e função e sem essas duas faces, não pode existir com qualidade.

Foram dias incríveis para nós designers (ou futuros designers). Tenho certeza de que nossa devolutiva será igualmente rica – embora a semiótica da vida não permita que nossas palavras e nossa produção visual traga a imensidão de cada milésimo de segundo que experienciamos- mas espero, mais do que isso, que nossos relatos possam inspirar cada vez mais pessoas a buscarem esse conhecimento cultural profundamente. Garantido, será genial.

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