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Planejamento de Necessidades de Materiais

Prof. Fábio Câmara Araújo de Carvalho

O Planejamento de Necessidades de Materiais (MRP – Material Requirement Planning) é um modelo que visa a redução de custos, especialmente de estoques, mantendo o abastecimento de materiais necessários para os processos de produção.
O MRP vai além da definição dos requisitos de um produto, por exemplo, em uma rede de fast-food onde a descrição de requisitos é: “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim”. Sabemos que uma rede de fast-food não vende os mesmos sanduíches e bebidas. Os materiais podem ser mais perecíveis, como alface, tomate, cebola – que são de difícil estocagem e necessidade de maior reposição, ou menos perecíveis, como hambúrgueres, batata, molhos, picles… estes últimos podem ser estocados em uma mínima quantidade de estoque de segurança.
A Figura 1 apresenta o esquema do MRP, onde as recomendações para emissão de ordens de produção ou de compra de materiais (bem como revisões destas ordens) são resultantes do Planejamento das Necessidades de Materiais, o qual depende das informações: do que produzir, quais materiais são necessários, os registros e posições de estoque, bem como a informação de tamanho de lotes (em que quantidade comprar).

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Fonte: CORREA, H. L.; CORREA, C. A. Administração da Produção e Operações. São Paulo: Atlas, 2012.

 

É importante considerar algumas características particulares para a utilização do MRP, de acordo com Krajewski et al (2009):

  • “Produtos com muitos níveis de componentes e maior personalização;
  • Demanda irregular, muitas vezes com tamanho de lote maiores;
  • Estratégias de fabricar sob encomenda (make-to-order), montar sob encomenda (assemble-to-order) e fabricar para estocar (make-to-stock);
  • Volumes muito baixos e intermediários, com fluxos flexíveis.”

A emissão das ordens de produção ou de compra também depende do tempo de reposição dos itens – lead time – considerando o tempo de emissão do pedido, tempo de entrega do fornecedor e tempo de colocação dos itens no processo produtivo. Tudo isso pode levar um dia, ou mesmo semanas, conforme exemplo dado da rede de fast-food.

1. KRAJEWSKI, L. J.; RITZMAN, L. P.; MALHOTRA, M. K. Administração de Produção e Operações. 8 ed. São Paulo: Pearson, 2009.

Fábio Câmara Araújo de Carvalho, Professor de Gestão de Cadeia de Suprimentos, Estratégia e Projetos.

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