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Oportunidades e eficiência na gestão de startups

Jose Eduardo Amato Balian

Destacamos no artigo anterior três pontos na gestão de startups como oportunidades para se obter maior rentabilidade nos negócios.

São eles: a redução ou preferencialmente a eliminação de filas no atendimento à clientes; de horas extras trabalhadas nas fábricas e escritórios e a otimização do nível de estoques de produtos acabados.

O tema desse artigo será a hora extra nas fábricas e escritórios. Inicialmente, é preciso deixar bem claro que fazer hora extra dá prejuízo, uma vez que se paga em média 50% a mais do valor hora normal se o trabalho ocorrer durante a semana e 100% nos fins de semana e/ou à noite. Com a inclusão do transporte e alimentação, não há dúvida nenhuma.

Mas por que se faz tanta hora extra?

Para se atender um pedido no prazo estipulado com o cliente.

A questão aqui é identificar a causa do problema e combate-la e não atacar simplesmente seu efeito. Acreditamos que o problema principal passa pela não identificação correta do “gargalo de produção” de sua atividade. Por gargalo, entende-se um fator limitador que reduz a eficiência da etapa. A Figura 1, ilustra a restrição.

Fig. 1 – Gargalo de Produção.
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Toda atividade de produzir, comercializar ou prestar serviço possui um gargalo e se este não for identificado e bem trabalhado pelo gestor, a empresa terá custos mais elevados, maior necessidade de capital de giro e lucratividade menor.
O nível ideal de produção e venda é a quantidade no gargalo, pois produzir à mais, levará a criação de estoque de produto em processo se a produção ocorrer antes da restrição e capacidade ociosa se ocorrer depois.

Inúmeras vezes a organização faz horas extras para balancear “sua produção” o que implica em perda de produtividade, ao passo que o ideal seria baliza-la pelo gargalo.
Mire-se no exemplo de empresas americanas e europeias que trabalham oito horas por dia, ou seja, conseguem cumprir todas obrigações nesse período, deixando o resto do dia para ser aproveitado de outra maneira pelas pessoas.

O livro A META, escrito por Eliyahu Moshe Goldratt, trata na forma de um romance, com uma leitura muito fácil e agradável, sobre a chamada Teoria das Restrições, que aborda essa questão e introduz técnicas para aumento de produção e lucratividade nas empresas em geral.
Vale a pena conferir.

Prof. Jose Eduardo Amato Balian
Coordenador da Incubadora de Negócios da ESPM SP

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