O Administrador em tempos de disrupção

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Edmir Kuazaqui

Em tempos de fartura nem sempre a presença do Administrador é notada. Em tempos de crise econômica e grandes flutuações negativas de mercado, o Administrador (e, neste caso, representante legítimo de áreas como Marketing, Produção, Finanças, Gestão de Pessoas, Compras, Vendas, Pesquisa e Desenvolvimento, entre outras) é cobrado para desenvolver práticas e estratégias que visam o recrudescimento dos resultados das empresas. Embora esse comportamento não seja correto, reforça a real importância da presença marcante do Administrador na evolução e no sucesso das empresas e seus negócios, no bem estar econômico e social.
A prática (ou a arte de Administrar) está presente em todos os momentos de nossas vidas: Desde ao nascer, onde recebemos as boas vindas de profissionais da saúde, dentro de uma estrutura hospitalar gerenciada; em entidades de ensino que nos fornece conhecimentos e competências, onde professores planejam e desenvolvem suas aulas; desempenhando atividades profissionais em diferentes segmentos econômicos, propiciando crescimento e bem estar social; e por que não falar sobre a família onde convivemos e planejamos o nosso futuro?
Convivemos com uma série de desequilíbrios do cenário político que influencia negativamente no ambiente econômico do país, ocasionando redução da oferta e demanda e, consequentemente, riquezas, geração de empregos e impostos. Indicadores, já no segundo semestre de 2017, sinalizavam uma tímida melhora no desempenho e resultados das empresas e empregos, continuando neste ano na mesma tendência de crescimento. Embora alguns atribuam essa melhoria às práticas do governo próximo das eleições federais e estaduais, torna-se claro, em conversa com os empresários de diversos setores, de que a economia está reagindo não somente pela manipulação dos recursos do mercado por parte do governo, mas também e principalmente ao “descolamento” das empresas com a economia.
Em outras palavras, a iniciativa privada está desempenhando sua função nobre e principal. Se de um lado, seria (e, infelizmente, não é o que ocorre) responsabilidade do governo em manter a responsabilidade fiscal e conduzir a política econômica de forma ética, sempre foi da iniciativa privada a responsabilidade de gerar riquezas e desenvolvimento econômico e social, por meio do atendimento e superação de necessidades de mercado por meio de produtos e serviços de qualidade, de procurar soluções criativas e inovadoras para problemas pontuais de seus consumidores.
O governo não produz nada; é de responsabilidade deste a administração e gestão da área pública, da infraestrutura do país e de investimentos que propiciem o desenvolvimento e bem estar da população brasileira. Quem produz e comercializa são empresas que buscam constante oportunidade de negócios, gerando riquezas, empregos e impostos que sustentam o governo. Se estamos com aumentos gradativos na pauta de exportação brasileira, não é em decorrência de políticas de comércio exterior por parte do governo. Sou bacharel em Administração com ênfase em Comércio Exterior e sempre escutei que não existe política de comércio exterior no país. E é verdade.
Empresas devem ser grupos orgânicos constituídos por talentos e colaboradores internos e parceiros externos que contribuam significativamente para os negócios e resultados corporativos. Esses públicos devem ter habilidades e principalmente competências humanas e profissionais que os diferencie dos concorrentes e os posicione com valor único no mercado. Ás empresas devem identificar, selecionar, manter e motivar esses públicos para que o lado orgânico se consolide, numa linguagem uniforme.
Desta forma, a “grande virada” está ocorrendo por meio do empreendedorismo e pro-atividade da iniciativa privada, por meio de seus talentos humanos. E como maestro, mantendo a correta regência, está o Administrador, uma das classes mais longevas, importantes e numerosas de qualquer país.
Todos somos Administradores!

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